Há 26 anos se consumava o holocausto de um Varão Católico

Ao recordar os vinte anos e seis anos do falecimento de Dr. Plinio, ocorrido a 3 de outubro de 1995, e analisando sua vida e a coerência de seu pensamento, torna-se inequívoco o quanto ele foi um homem de Fé, inteiramente disposto a sofrer por amor à Igreja.
Desde cedo Nossa Senhora me concedeu a graça de perceber que a Fé católica era o maior valor da Terra, mais precioso que a luz dos meus olhos, mais inestimável que os meus dias, mais rico do que tudo. E, portanto, viver era viver desta Fé, consagrar-me completamente à Santa Igreja, lutando pelo triunfo dela sobre o mal que procurava erradicar do mundo a Fé católica apostólica romana (1).

Graças a Nossa Senhora, uma coisa é verdade: poder-me-ão faltar outras qualidades, mas com a ajuda de Maria Santíssima, não hesito em afirmar: Fé eu tenho. Nunca me atribuí virtude alguma, mas como afirmar minha Fé é, de si mesmo, um ato de Fé, eu reafirmo: Fé eu tenho. Sei que devo esta graça à intercessão da Santíssima Virgem, pois não a mereço, e sem Ela eu não a teria obtido.
Isso me põe dentro da alma um todo, em função do qual vivo, existo, sou, penso, dentro do qual me movo, e o qual, de modo consciente e sem nunca ter duvidado, analisei inteiramente. Isso eu quis e quero com toda a minha vontade, e a isso me dou, num ato verdadeiramente de doação religiosa (2).

Para manter acesa esta Fé e levar ao extremo seu entusiasmo pela Igreja, não faltaram a Dr. Plinio grandes sofrimentos, pedindo-lhe uma contínua renúncia de si mesmo:
A grande imolação de nossa vida espiritual é querermos deixar de ser o que somos e sermos inteiramente aquilo que a Igreja quer que sejamos. Este é o grande holocausto de nossa vida espiritual. O resto ― doença, provações, etc. ― são meios para nos tornarmos generosos para praticar esse sacrifício. […] O centro do holocausto de um homem é a integridade com que ele o deseja.
Sempre tive o anseio de inteiramente desejar essa minha imolação, e considerei que a essência do meu holocausto era ter o meu espírito preparado, por meio da coerência doutrinária, da previsão e de outros fatores espirituais, para ser uma fortaleza no meio das trevas ou um navio no meio da tempestade (3).

Essa atitude de alma deixa-se ver de modo admirável em uma das orações compostas por Dr. Plinio, na qual ele pede a graça do holocausto incondicional à vontade divina:

Concedei-nos, Mãe e Senhora nossa, que assim como o guerreiro não escolhe o teatro de batalha e está disposto a fazer, em qualquer campo, o holocausto de sua vida, assim também saibamos lutar contra os inimigos — velados ou declarados — de vosso Nome e da Santa Igreja, onde quer que sejamos mandados: tanto no anonimato quanto na glória, tanto no heroísmo invisível e como que impalpável da existência prosaica de todos os dias, quanto nos lances trágicos dos acontecimentos que vossa mensagem de Fátima prenuncia.
Essa graça nós Vo-la imploramos como favor do qual não somos dignos; e se não estremecemos diante de tudo o que ela significa, é que sabemos poder confiar, com confiança sem limites, no vosso Coração Imaculado, força dos fracos, esperança dos desvalidos, refúgio e consolação dulcíssima dos humildes. Amém.

 

(1) Conferência de 8/9/1982. (2) Conferência de 9/3/1980. (3) Conferência de 19/12/1973.

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Há 26 anos se consumava o holocausto de um Varão Católico

Ao recordar os vinte anos e seis anos do falecimento de Dr. Plinio, ocorrido a 3 de outubro de 1995, e analisando sua vida e a coerência de seu pensamento, torna-se inequívoco o quanto ele foi um homem de Fé, inteiramente disposto a sofrer por amor à Igreja.
Desde cedo Nossa Senhora me concedeu a graça de perceber que a Fé católica era o maior valor da Terra, mais precioso que a luz dos meus olhos, mais inestimável que os meus dias, mais rico do que tudo. E, portanto, viver era viver desta Fé, consagrar-me completamente à Santa Igreja, lutando pelo triunfo dela sobre o mal que procurava erradicar do mundo a Fé católica apostólica romana (1).

Graças a Nossa Senhora, uma coisa é verdade: poder-me-ão faltar outras qualidades, mas com a ajuda de Maria Santíssima, não hesito em afirmar: Fé eu tenho. Nunca me atribuí virtude alguma, mas como afirmar minha Fé é, de si mesmo, um ato de Fé, eu reafirmo: Fé eu tenho. Sei que devo esta graça à intercessão da Santíssima Virgem, pois não a mereço, e sem Ela eu não a teria obtido.
Isso me põe dentro da alma um todo, em função do qual vivo, existo, sou, penso, dentro do qual me movo, e o qual, de modo consciente e sem nunca ter duvidado, analisei inteiramente. Isso eu quis e quero com toda a minha vontade, e a isso me dou, num ato verdadeiramente de doação religiosa (2).

Para manter acesa esta Fé e levar ao extremo seu entusiasmo pela Igreja, não faltaram a Dr. Plinio grandes sofrimentos, pedindo-lhe uma contínua renúncia de si mesmo:
A grande imolação de nossa vida espiritual é querermos deixar de ser o que somos e sermos inteiramente aquilo que a Igreja quer que sejamos. Este é o grande holocausto de nossa vida espiritual. O resto ― doença, provações, etc. ― são meios para nos tornarmos generosos para praticar esse sacrifício. […] O centro do holocausto de um homem é a integridade com que ele o deseja.
Sempre tive o anseio de inteiramente desejar essa minha imolação, e considerei que a essência do meu holocausto era ter o meu espírito preparado, por meio da coerência doutrinária, da previsão e de outros fatores espirituais, para ser uma fortaleza no meio das trevas ou um navio no meio da tempestade (3).

Essa atitude de alma deixa-se ver de modo admirável em uma das orações compostas por Dr. Plinio, na qual ele pede a graça do holocausto incondicional à vontade divina:

 

Concedei-nos, Mãe e Senhora nossa, que assim como o guerreiro não escolhe o teatro de batalha e está disposto a fazer, em qualquer campo, o holocausto de sua vida, assim também saibamos lutar contra os inimigos — velados ou declarados — de vosso Nome e da Santa Igreja, onde quer que sejamos mandados: tanto no anonimato quanto na glória, tanto no heroísmo invisível e como que impalpável da existência prosaica de todos os dias, quanto nos lances trágicos dos acontecimentos que vossa mensagem de Fátima prenuncia.
Essa graça nós Vo-la imploramos como favor do qual não somos dignos; e se não estremecemos diante de tudo o que ela significa, é que sabemos poder confiar, com confiança sem limites, no vosso Coração Imaculado, força dos fracos, esperança dos desvalidos, refúgio e consolação dulcíssima dos humildes. Amém.

(1) Conferência de 8/9/1982. (2) Conferência de 9/3/1980. (3) Conferência de 19/12/1973.

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