Tradição, Família e Propriedade


Fundador

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Em memorável discurso proferido em São Paulo, por ocasião do IV Congresso Eucarístico Nacional de 1942, Plinio Corrêa de Oliveira, ovacionado entusiasticamente por centenas de milhares de católicos que lotavam o Vale do Anhangabaú, afirmava:

"Tempo houve em que a História do mundo se pôde intitular `gesta Dei per francos`. Dia virá em que se escreverá `gesta Dei per brasilienses`".

"A missão providencial do Brasil consiste em crescer dentro de suas próprias fronteiras, em desdobrar aqui os esplendores de uma civilização genuinamente católica, apostólica e romana, e em iluminar amorosamente todo o mundo com o facho desta grande luz, que será verdadeiramente o `lumen Christi` que a Igreja irradia. (...) Se algum dia o Brasil for grande, sê-lo-á para bem do mundo inteiro: `Sejam entre vós os que governam como os que obedecem`, diz o Redentor. O Brasil não será grande pela conquista, mas pela Fé; não será rico pelo dinheiro tanto quanto pela generosidade. Realmente, se soubermos ser fiéis à Roma dos Papas, poderá nossa cidade ser uma nova Jerusalém, de beleza perfeita, honra, glória e gáudio do mundo inteiro".

Fundador da TFP brasileira e inspirador das demais TFPs

Uma das principais credenciais de uma associação, de um movimento, de uma escola de pensamento é a personalidade de seu fundador ou inspirador. As TFPs não são exceção a esta regra.

Embora seja uma associação civil, a TFP brasileira não deixa de ter certos traços de analogia com uma Ordem ou Congregação religiosa. Em conseqüência, havia entre os membros desta e Plinio Corrêa de Oliveira uma relação análoga à existente entre o Fundador de uma instituição religiosa e seus discípulos.

Seu exemplo de vida, sua Fé inabalável, sua piedade intensa foram, e continuam a ser, depois de que Deus o chamou a Si, o sustentáculo espiritual de todos os componentes da TFP brasileira, bem como das demais TFPs autônomas e coirmãs. Não poucos lhe devem a graça imensa da perseverança na Fé; muitos outros, que andavam transviados pelos caminhos tortuosos do mundo, devem às suas palavras, dedicação e sacrifícios o retorno ao bom caminho.

Sua solicitude por todos e cada um dos que integram as fileiras da TFP era imensa, podendo-se dizer que não há sócio ou cooperador que não o tenha como um verdadeiro pai. Seu desvelo paternal atingia o auge quando se tratava do bem espiritual daqueles que a Providência tinha posto, de alguma forma, sob seus cuidados, não perdendo nunca ocasião de dar um bom conselho, ter algum gesto de atenção, ou uma palavra de estímulo.

Sobretudo nessas ocasiões, tornava-se patente um dom sobrenatural com que a Providência o tinha favorecido de forma inteiramente extraordinária: o de perscrutar as intenções e os segredos dos corações. O acerto de seus conselhos, o discernimento profundo da psicologia do interlocutor e até de cogitações inconfessadas dele, não deixavam lugar a qualquer dúvida sobre a origem sobrenatural de tal dom.

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