Tradição, Família e Propriedade


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Devoção entranhada à Santíssima Virgem e à Sagrada Eucaristia

Plinio Corrêa de Oliveira foi ainda, em grau eminente, um paladino da devoção a Nossa Senhora no Brasil hodierno. Seu exemplo edificante, seus livros e artigos, seus discursos, estavam sempre imbuídos da devota união que o católico deve ter com Aquela que é a Mãe de Deus e a Medianeira de todas as graças.

Incansável em recomendar o recurso a Nossa Senhora, nunca perdia uma oportunidade de conseguir para Ela um novo devoto, de exaltar seu nome, de introduzir em algum local adequado uma imagem dEla, de recomendar um ato de piedade marial.

Quantas e quantas vezes, ao lhe pedir algum jovem cooperador da TFP um conselho, ouvia de seus lábios:

"Tenha mais devoção a Nossa Senhora".

A recitação do Rosário, a renovação diária de sua consagração como escravo de Maria – segundo o ensinamento de São Luís Maria Grignion de Montfort – a recitação da Ladainha Lauretana, o uso da Medalha Milagrosa, a recitação dos Salmos do Pequeno Ofício da Santíssima Virgem, a visita aos santuários marianos, ou a simples imagens piedosas, eram algumas de suas devoções assíduas.

A par da devoção a Maria, não era menos ardente, na alma desse batalhador impertérrito, a piedade eucarística. Desde seu ingresso no movimento católico, em 1928, foi grande incentivador da comunhão diária, prática que ele mesmo cultivou, fonte de graças onde retemperava as forças para levar adiante a árdua luta ideológica contra-revolucionária.

Brasileiro prototípico

"Exemplo vivo da cordialidade brasileira", segundo a afirmação do maior diário paulista, Plinio Corrêa de Oliveira – por sua inigualável bondade e afabilidade de trato, que cativava todos quantos o conheceram; por sua inteligência ágil e intuitiva; por seu espírito universal e abarcativo, sempre pronto a reconhecer e admirar as qualidades das outras nações, especialmente daquelas onde com maior esplendor floresceu outrora a Civilização Cristã – era de fato a personificação das melhores qualidades do povo brasileiro.

Amava de forma particular sua Pátria, convencido de que para ela, por cima e para além da terrível crise em que se debate atualmente – crise muito mais religiosa e moral do que política, social e econômica – está reservado um futuro grandioso, à altura da generosidade de alma de seu povo e da imensidade de seu território; futuro nas vias da Civilização Cristã, e sob o signo da Cruz – o Cruzeiro do Sul – que a Divina Providência gravou admiravelmente em nosso firmamento como que a nos recordar continuamente nossa vocação.

Continua...

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