Tradição, Família e Propriedade


Fundador

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Exemplo dessa Fé e desse amor entranhado e ardoroso à Santa Igreja é o seguinte trecho de uma Via-Sacra, por ele composta em março de 1951:

"No Véu [da Verônica], a representação da Face divina foi feita como num quadro. Na Santa Igreja Católica, Apostólica, Romana ela é feita como num espelho".

"Em suas instituições, em sua doutrina, em suas leis, em sua unidade, em sua universalidade, em sua insuperável catolicidade, a Igreja é um verdadeiro espelho no qual se reflete nosso Divino Salvador. Mais ainda, Ela é o próprio Corpo Místico de Cristo. (...)"

"Pertencer à Igreja é coisa muito alta e muito árdua. Devemos pensar como a Igreja pensa, sentir como a Igreja sente, agir como a Igreja quer que procedamos em todas as circunstâncias de nossa vida. Isto supõe um senso católico real, uma pureza de costumes autêntica e completa, uma piedade profunda e sincera. Em outros termos, supõe o sacrifício de uma existência inteira".

Como corolário de seu profundo amor à Santa Igreja sobressaía continuamente em Plinio Corrêa de Oliveira um grande devotamento ao Sumo Pontífice. A tal ponto que em uma de suas últimas palestras, para um grupo de jovens cooperadores da TFP, afirmou ele que ao chegar ao termo desta vida, seu último alento seria um ato de amor, de veneração e de fidelidade ao Papado.

Não era outro o espírito que o animava ao escrever a conclusão de seu livro Revolução e Contra-Revolução. Não quis ele encerrar aquela obra "sem um preito de filial devotamento e obediência irrestrita ao `doce Cristo na terra`, coluna e fundamento infalível da Verdade (...).

"`Ubi Ecclesia ibi Christus, ubi Petrus ibi Ecclesia`.É pois para o Santo Padre que se volta todo o nosso amor, todo o nosso entusiasmo, toda a nossa dedicação".

"Sobre cada uma das teses que o constituem [o livro Revolução e Contra-Revolução] não temos em nosso coração a menor dúvida. Sujeitamo-las todas, porém, irrestritamente ao juízo do Vigário de Jesus Cristo, dispostos a renunciar de pronto a qualquer delas, desde que se distancie, ainda que de leve, do ensinamento da Santa Igreja, nossa Mãe, Arca da Salvação e Porta do Céu".

Essa submissão incondicional ao Supremo Magistério da Igreja, que se refletia em todos os seus atos, palavras e escritos, foi merecidamente reconhecida pela Sagrada Congregação dos Seminários e Universidades, em carta de elogio, assinada pelo Cardeal Giuseppe Pizzardo, então Prefeito da mencionada Congregação. Afirmava o ilustre Purpurado na referida missiva:

"Congratulamo-nos (...) com o egrégio autor, merecidamente célebre por sua ciência filosófica, histórica e sociológica, e auguramos a mais ampla difusão ao denso opúsculo, que é um eco fidelíssimo de todos os Documentos do supremo Magistério da Igreja, inclusive as luminosas Encíclicas `Mater et Magistra`, de João XXIII, e `Ecclesiam Suam` de Paulo VI."

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