Tradição, Família e Propriedade


Fundador

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Professor catedrático e diretor do "Legionário", jornal oficioso da Arquidiocese de São Paulo

Cessado seu mandato de deputado, dedicou-se ao magistério universitário. Assumiu a cátedra de História da Civilização no Colégio Universitário da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo e, mais tarde, tornou-se professor catedrático de História Moderna e Contemporânea nas Faculdades de Filosofia, Ciências e Letras São Bento e Sedes Sapientiae, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

Ao mesmo tempo, dedicou-se à análise filosófica e religiosa da crise contemporânea. As páginas do "Legionário", que sob sua direção passou de simples folha paroquial a órgão oficioso (semanário) da Arquidiocese de São Paulo, registram muitas dessas penetrantes análises. A clarividência com que interpretava a marcha dos acontecimentos levou-o em diversas ocasiões a prever, com impressionante acerto, o acontecer futuro.

"Em defesa da Ação Católica"

Como Presidente da Junta Arquidiocesana da Ação Católica de São Paulo, o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira escreveu, em 1943, seu primeiro livro, Em defesa da Ação Católica, prefaciado pelo então Núncio Apostólico no Brasil, D. Bento Aloisi Masella, mais tarde Cardeal Camerlengo da Santa Igreja. A obra é uma análise perspicaz e penetrante dos primórdios da Ação Católica.

A calorosa carta de louvor dirigida ao Autor de Em defesa da Ação Católica, escrita em nome de Pio XII por Mons. J. B. Montini, então substituto da Secretaria de Estado da Santa Sé, futuro Papa Paulo VI, constituiu uma eloqüente confirmação, de parte da suprema autoridade eclesiástica, das teses contidas no livro, como atestam as seguintes passagens:

"Sua Santidade regozija-se contigo porque explanaste e defendeste com penetração e clareza a Ação Católica (...)".

"O Augusto Pontífice de todo o coração faz votos que deste teu trabalho resultem ricos e sazonados frutos, e colhas não pequenas nem poucas consolações. E como penhor de que assim seja te concede a Bênção Apostólica".

Estavam estabelecidas as condições para a formação da futura TFP. Com os membros do "grupo do Plinio" – como era conhecido o núcleo congregado em torno do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira para a redação e publicação do semanário "O Legionário"– lançou Dr. Plínio o prestigioso mensário de cultura "Catolicismo", que se tornou um dos pólos de pensamento da imprensa católica do Brasil, e cujo renome atravessou as fronteiras do País e transpôs os oceanos. Em torno dele tornou-se um movimento de opinião mais amplo que ficou conhecido como grupo de "Catolicismo".

Fundação da TFP brasileira

Da expansão desse núcleo inicial, remanescente do "Legionário", nasceu, em 1960, a Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade.

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