Tradição, Família e Propriedade


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Vítima expiatória

"A Santa Igreja Católica é a luz de meus olhos", afirmou algumas vezes Plinio Corrêa de Oliveira.

Para apressar o triunfo do Imaculado Coração de Maria – como a Virgem prometera em Fátima – pareciam-lhe necessárias almas que se oferecessem em sacrifício.

Na noite de 1º de fevereiro de 1975, durante uma reunião na TFP, Plinio Corrêa de Oliveira ofereceu-se explicitamente, nessa intenção, como vítima de holocausto.

Três dias depois era gravemente ferido em acidente automobilístico, numa estrada de Jundiaí.

As seqüelas de tal acidente perduraram até seu falecimento. Foram vinte anos de múltiplos sacrifícios, levados por ele com ânimo admiravelmente resoluto.

Suportados com inteira resignação e na mais absoluta paz de alma, até que a mão de Deus veio colhê-lo para o conduzir à glória celeste.

"Ad te levavi oculos meos..."

Desde os longínquos anos da infância de Plinio Corrêa de Oliveira até os presentes dias, mudaram, num turbilhão confuso, não apenas os cenários e os atores, os ventos e as situações, mas a própria medula do que geralmente se entende por viver.

Plinio Corrêa de Oliveira, entretanto, manteve-se fiel a seus ideais primevos. E é precisamente por essa coerência que o respeitaram até mesmo muitos de seus adversários. Vencendo ou experimentando reveses, voltando à carga ou recuando, nunca se vergando ao sopro das mais furiosas tempestades, mas, em qualquer caso, mantendo bem alto o estandarte de suas convicções e proclamando-as com galhardia, ele continuou sempre idêntico a si mesmo.

É grato olhar para o caminho percorrido por alguém, quando é luminoso e aponta para soluções verdadeiras.

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