Tradição, Família e Propriedade


Fundador

Fundador

PLINIO CORRÊA DE OLIVEIRA UM HOMEM DE FÉ, DE PENSAMENTO, DE LUTA E DE AÇÃO

"Quando ainda muito jovem..."

Plinio Corrêa de Oliveira nasceu em São Paulo a 13 de dezembro de 1908. Era filho do Dr. João Paulo Corrêa de Oliveira e de Dª Lucília Ribeiro dos Santos Corrêa de Oliveira.

Provinha, pois, de duas notáveis estirpes brasileiras.

De um lado, os Corrêa de Oliveira, senhores de Engenho em Pernambuco, descendentes de heróis da guerra contra os holandeses, e que contaram entre seus membros homens de destacada participação na vida pública como o Conselheiro João Alfredo Corrêa de Oliveira, Senador vitalício do Império e membro, também vitalício, do Conselho de Estado.

Enquanto Primeiro-Ministro, João Alfredo referendou a Lei de libertação dos escravos, cognominada "Lei Áurea", em 13 de maio de 1888. Este célebre homem de Estado teve por irmão o Senhor de Engenho de Uruaé, Leodegário Corrêa de Oliveira, do qual foi neto o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira.

De outro lado, sua mãe, Dª Lucília, pertencia à tradicional classe dos paulistas de "quatrocentos anos" – isto é, provenientes dos fundadores ou primeiros moradores da cidade de São Paulo – e contava entre seus ascendentes vários bandeirantes famosos. Dentre os antepassados maternos de Plinio Corrêa de Oliveira destacou-se, durante o reinado do Imperador D. Pedro II, o ilustre Professor Gabriel José Rodrigues dos Santos, catedrático da já então famosa Faculdade de Direito de São Paulo, advogado, orador de grandes dotes, deputado provincial e mais tarde nacional.

Inigualável educadora, Dª Lucília soube inculcar na alma de seu filho, de forma indelével mas com a suavidade que sempre a caracterizou, a Fé católica, apostólica, romana, pela qual ele batalharia durante toda a vida. Ao entregar sua alma a Deus, essa tradicional dama paulista mereceu o maior elogio que um filho pode fazer a sua mãe:

"Mamãe me ensinou a amar Nosso Senhor Jesus Cristo, ensinou-me a amar a Santa Igreja Católica".

Após os primeiros anos de formação sob o olhar e os desvelos de seus pais, Plinio Corrêa de Oliveira ingressou no Colégio São Luís, dos Padres Jesuítas, em São Paulo.

Feitio muito lógico, já em sua primeira infância, entusiasmou-se pelos princípios da formação inaciana, e a esta devotou viva admiração até o fim de seus dias. Infelizmente encontrou também, entre ponderável número de seus colegas, manifestações de desregramento moral, vulgaridade e igualitarismo. Posto diante do contraste entre esse modo de ser e o ambiente casto e tradicional do lar materno, formou a resolução de dedicar sua existência inteira à defesa da Igreja e à restauração da Civilização Cristã.

Atitude admirável de quem tinha diante de um si futuro sorridente, mas preferiu uma vida consagrada à defesa de princípios que muitos começavam a impugnar com ênfase.

Continua...

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