Dr. Plinio: Fidelidade à Santa Igreja


"Ubi Petrus, ibi Ecclesia"

Em toda a longa e gloriosa história do Vaticano, durante a qual tantas cerimônias brilhantes se desenrolaram sob o teto de Pedro, em nenhuma, talvez, a universalidade da Igreja se patenteará de modo mais evidente [do que no próximo consistório]. Aos pés do Trono da Verdade, estarão os embaixadores de quase todas as nações do mundo. E, nos lugares reservados ao Sacro Colégio, figurarão lado a lado Cardeais europeus, americanos, asiáticos e africanos.

De mar a mar, dos Alpes ao Himalaia

Nunca se viu na História da Igreja, que a Púrpura cardinalícia cobrisse uma tão grande porção da Terra. Dir-se-ia que a sombra do báculo de Pedro cresceu, que entre suas extremidades que vão de mar a mar, de monte a monte, dos Alpes ao Himalaia, fica o mundo inteiro. O quadro é de uma grandeza apocalíptica. É impossível não pensar nas lágrimas, no suor e no sangue, nas mortificações, nas preces, na paciência e no heroísmo por meio do qual a Igreja, ajudada por Deus, chegou a tamanha glória. Quando se pensa nos primórdios do Catolicismo, comparado por seu Divino Fundador com o pequenino grão de mostarda, e se vê hoje que a copa da árvore é maior que os mais extensos desertos e as mais vastas nações, são todas as fibras católicas que vibram e se dilatam nos nossos corações.

Não prevaleceram!

Do esplendor desta magnífica realidade se desprende uma voz, porque os fatos falam. E esta voz, eco de outra Voz, nos diz com firmeza mais do que nunca: non praevalebunt. Do que adiantou a Nero, a Lutero, ao Comité de Salut Public, aos comunistas, investir contra a Igreja com uma fúria desabrida e ferina? Do que adiantou a Juliano o Apóstata, aos jansenistas, aos modernistas, aos nazistas, procurar infiltrar-se como um cupim silencioso e cheio de lepra, nas próprias fileiras dos católicos? Non praevalebunt. Não prevaleceram. (...)

Frutuoso porvir para o Brasil católico

O Brasil se apresenta hoje, no concerto das nações, como uma força que nasce. Nossos recursos começam a pesar decisivamente na economia mundial. Nosso potencial humano já é tomado em consideração por todos que fazem estatísticas de guerra. Nossa posição geográfica começa a fazer de nós uma potência de primeira classe, neste "mare nostrum" dos povos civilizados, que é o Oceano Atlântico. Nossa vida intelectual se vai firmando, e, em todos os sentidos, começam a aparecer entre nós valores que marcam uma ascensão nas atividades do espírito. Hoje já somos alguma coisa. E, sobretudo, não há quem não veja que amanhã poderemos ser quase tudo.

Continua...

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